Rui silva fabrica joalharia desde 2010.
A Organic Mean nasceu em 2010, desde então um dos seus principais objetivos consiste em proporcionar jóias únicas e diferentes, para ocasiões quotidianas enquanto é tido em conta o impacto positivo na sociedade portuguesa e global, na indústria e no planeta Terra.
Rui Silva começou a vender as suas jóias em alguns mercados em Lisboa, tentando perceber o que as pessoas podiam gostar mais em termos de design. Todas as peças Organic Mean são desenhadas e produzidas por si. O joalheiro defende que as jóias são uma expressão de si próprio, e a forma como o ser humano se apresenta ao mundo não deve de ter limites e sim, ser a mais autêntica possível. É para isso também que, se dedica e inspira diariamente e transmite em cada peça da sua marca.
Ao trabalhar com fornecedores de confiança de todo o mundo, garante a utilização de materiais de alta qualidade e de origem responsável para criar peças de joalharia únicas e destinadas a durar gerações.
Do fundador
“Para mim, a expressão mais verdadeira da Organic Mean é sentirmo-nos com o poder de investir em nós próprios e na comunidade à nossa volta.
Ao longo dos anos, tenho aprendido muito e estou profundamente ligado ao mundo da joalharia. Contudo, quando decidi entrar na área, sabia e tinha a certeza que queria fazer as coisas de forma diferente. Com a Organic Mean, estou a construir uma forma de joalharia diferente dos arquétipos tradicionais do conceito e design.”
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O que a Terra guarda, nós transformamos em joia para si.
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Da Prata Fina à Prata de Lei
Há um momento, no calor do cadinho, em que a prata pura — macia, quase tímida na sua pureza de 999‰ — aprende a resistência. É ali que se junta o cobre, em medida precisa, cerca de 7,5%, e nasce a prata de lei: 925 partes de prata para 75 de liga, um pacto entre beleza e durabilidade.
A prata fina, sozinha, é generosa demais para o mundo — dobra-se, risca-se, cede ao toque. Precisa de uma companhia que lhe dê espinha dorsal sem lhe roubar o brilho. O cobre não a diminui; torna-a capaz de atravessar gerações, de suportar o uso diário, de virar anel, corrente, argola — objeto que se vive, não apenas se contempla.
Fundir é, no fundo, um ato de tradução: transformar metal em possibilidade. E cada peça que sai do fogo carrega essa memória — a de ter sido pura, e de ter escolhido, depois, tornar-se forte.
Prata
Metal de luz fria, a prata carrega em si a memória da lua — discreta, elegante, nunca gritada. É o metal que aprende a resistência sem perder a suavidade, tornando-se companhia fiel do dia a dia.
Ouro
Onde a prata é lua, o ouro é sol. Metal que não se corrói, não se apaga, não envelhece — cada quilate é uma promessa de permanência. Vestir ouro é carregar consigo um pequeno pedaço de eternidade.
Pedras e Gemas
Se o metal é o corpo da joia, a pedra é a sua alma. Formadas ao longo de milênios, em silêncio e sob pressão, as gemas chegam à mão do artesão já carregadas de história — só falta um lugar para brilhar.
Fogo
Nada se transforma sem passar pelo fogo. É no calor do maçarico e do cadinho que o metal bruto se rende, se funde, se molda — o fogo não destrói, revela a forma que ainda não existia.
Água
Depois do fogo, a água. É ela que interrompe o processo, que fixa a forma, que devolve ao metal a calma necessária para se tornar peça. Onde o fogo transforma, a água consolida.
Terra
Antes do brilho, houve terra. É dela que vêm o metal e a pedra, escondidos em veios profundos, esperando séculos para serem encontrados. A terra não é o início do luxo — é o início de tudo, o berço silencioso de onde nasce cada joia antes de conhecer o fogo, a água ou a mão que a lapida.